Quais os impactos de Trump na economia do Brasil e do mundo?
- Renan
- 21 de jan. de 2025
- 2 min de leitura
A eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos em 2024 levantou algumas questões sobre o impacto potencial das suas políticas na economia global, particularmente em países em desenvolvimento como o Brasil. As propostas de Trump, que se centram principalmente no protecionismo e na revisão dos acordos comerciais, poderão afetar significativamente as relações económicas entre os dois países. Mas quais os impactos de Trump na economia?
Política comercial e tarifas
Um dos principais problemas é a imposição de direitos de importação rigorosos por parte dos EUA. Historicamente, Trump tem defendido ações que beneficiem as indústrias nacionais dos EUA, incluindo a imposição de tarifas sobre produtos estrangeiros. Para o Brasil, isso pode significar restrições à exportação de produtos metalúrgicos e siderúrgicos, ou seja, setores dos quais o país depende do mercado americano. Em 2019, por exemplo, os Estados Unidos anunciaram tarifas sobre o aço e o alumínio brasileiros, o que afetou negativamente as exportações desses produtos.

Impacto nas exportações brasileiras
Os Estados Unidos são um dos maiores parceiros comerciais do Brasil. Em 2024, o Brasil atingiu pela primeira vez a marca de US$ 40 bilhões em exportações para os EUA. As principais exportações incluem petróleo, produtos de ferro e aço, equipamentos aeronáuticos e celulose. A imposição de tarifas pode tornar esses produtos menos competitivos no mercado americano, reduzindo a demanda e afetando negativamente a balança comercial do Brasil. em. no fornecimento de produtos importados baratos. Essa situação inflacionária exige uma resposta do Federal Reserve (Fed), talvez mantendo ou aumentando as taxas de juros por um longo período de tempo. Para o Brasil, isso pode levar a mais pressão sobre a taxa de câmbio, com potencial depreciação real e aumento da inflação doméstica. Além disso, as altas taxas de juros nos Estados Unidos podem atrair capital estrangeiro, reduzindo o investimento em mercados emergentes como o Brasil.

Relações com a China e impactos indiretos
A China é o maior parceiro comercial do Brasil, respondendo por 28% das exportações brasileiras até 2024. Tensões comerciais entre os dois países Estados Unidos da América e Estados Unidos da América. A China, apoiada pela dura política tarifária de Trump, pode desacelerar a economia chinesa. Uma economia chinesa menor exigiria menos produtos brasileiros, como soja e minério de ferro, afetando negativamente setores-chave da economia brasileira.
Opinião de especialistas
Economistas dizem que as políticas comerciais de Trump podem desencadear uma guerra comercial global, com países sendo atingidos por tarifas Autoridades alfandegárias dos EUA tomarão medidas retaliatórias. Esse ciclo de ações e retaliações pode levar a uma desaceleração no comércio internacional e prejudicar economias ao redor do mundo, incluindo o Brasil. Otaviano Canuto, ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), destacou que "esse jogo de ação e vingança é um conflito que acabará causando perdas para todos, mesmo que os Estados Unidos pareçam estar vencendo no curtíssimo prazo".
O protecionismo de Donald Trump traz grandes desafios para a economia brasileira. A imposição de tarifas sobre produtos brasileiros poderia reduzir as exportações e afetar negativamente setores-chave da economia. Além disso, as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China poderiam ter um efeito indireto sobre o Brasil, dada a importância do mercado chinês para as exportações brasileiras. É importante que o Brasil monitore de perto a política comercial dos EUA e tente mudar seus parceiros comerciais para minimizar possíveis impactos.








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