IOF: Entenda o Imposto Sobre Operações Financeiras e como ele impacta o seu dinheiro
- Renan
- 18 de jul. de 2025
- 4 min de leitura

Você sabe quanto está pagando em imposto sobre operações financeiras sem perceber?
O imposto sobre operações financeiras (IOF) é uma taxa que afeta diretamente o seu bolso em transações que você faz quase todos os dias — e muita gente nem sabe disso. De compras no cartão de crédito a empréstimos e investimentos, o IOF está lá, tirando um pedacinho do seu dinheiro.
Por que entender o IOF é urgente em 2025?
Com as recentes mudanças na economia e discussões sobre ajustes tributários no Brasil, o IOF está cada vez mais presente nos debates sobre educação financeira. Em um cenário de alta de juros, inflação e maior uso de crédito, saber o que é o imposto sobre operações financeiras é essencial para tomar decisões financeiras mais inteligentes e pagar menos impostos.
STF restabelece aumento no IOF e gera polêmica
Em 16 de julho de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão provisória que reacendeu o debate sobre o aumento do IOF. A Corte restabeleceu a validade dos Decretos 12.466/25, 12.467/25 e 12.499/25, que haviam sido suspensos anteriormente pelo Decreto Legislativo 176/25.
Essa reviravolta jurídica teve efeitos imediatos e já está afetando milhões de brasileiros que fazem compras internacionais, enviam ou recebem dinheiro do exterior, contratam seguros e realizam investimentos.
O que mudou com o novo IOF em 2025?
IOF em compras internacionais com cartão (crédito, débito, pré-pago)
Nova alíquota única de 3,5% para:
Compras com cartões em moeda estrangeira
Remessas do Brasil ao exterior (câmbio por pessoa física)
Câmbio: envio e recebimento do exterior
Envio do Brasil para o exterior: 3,5%
Recebimento do exterior para o Brasil: permanece em 0,38%
Envios com finalidade de investimento no exterior: 1,1%
Retorno de investimento estrangeiro no Brasil (participações societárias): IOF zero
VGBL – Planos de previdência
Até 31/12/2025:
IOF zero para aportes de até R$ 300 mil na mesma seguradora
Aportes acima disso: 5%
A partir de 01/01/2026:
IOF zero para até R$ 600 mil (mesmo em seguradoras diferentes)
Excedente: 5%
FIDC – Fundos de Investimento em Direitos Creditórios
Nova alíquota de 0,38% para aquisição primária de cotas de FIDC
Isenção para cotas adquiridas até 13/06/2025 ou no mercado secundário
Polêmica no STF: cobrança retroativa?
A decisão gerou grande controvérsia entre bancos, empresas e consumidores, pois há possibilidade de cobrança retroativa do IOF sobre operações feitas entre 26/06 e 16/07 de 2025 — o que ainda depende de definição por parte da Receita Federal.
Como o IOF afeta diretamente o seu dia a dia?
Se você já fez alguma destas operações abaixo, o IOF passou por você:
Situações em que o IOF é cobrado:
Compras internacionais no cartão de crédito
Empréstimos pessoais ou consignados
Financiamentos e operações de crédito
Câmbio e compra de moeda estrangeira
Seguros (vida, viagem etc.)
Aplicações financeiras de curto prazo
O que é o imposto sobre operações financeiras (IOF)?
O IOF é um tributo federal que incide sobre operações de crédito, câmbio, seguros e aplicações financeiras. Criado com o objetivo de regular a economia e controlar o consumo de crédito, ele também representa uma importante fonte de arrecadação para o governo.
A sigla IOF significa exatamente: Imposto sobre Operações Financeiras.
Alerta: o IOF muda com frequência
As alíquotas do IOF variam de acordo com o tipo de operação. Em alguns casos, o governo pode alterar as taxas para estimular ou frear a economia — por isso, é fundamental acompanhar as atualizações através de fontes oficiais como o Banco Central e a Receita Federal.
Exemplo prático: quanto você paga de IOF?
Imagine que você faz um empréstimo de R$ 10.000,00 com IOF de 0,38% + 0,0082% ao dia (taxa comum para pessoa física). Em um mês, você pagaria aproximadamente:
IOF fixo: R$ 38,00
IOF diário (30 dias): R$ 24,60
Total de IOF: R$ 62,60
Esse valor é adicionado ao custo total do empréstimo — ou seja, mais uma fatia do seu dinheiro indo embora sem que você perceba.
Como reduzir o impacto do IOF nas suas finanças?
5 dicas práticas:
Evite crédito rotativo e parcelamentos longos
Planeje suas viagens e compre moeda com antecedência
Pesquise taxas em bancos e fintechs antes de contratar seguros
Use investimentos isentos de IOF (como Tesouro Direto com vencimento acima de 30 dias)
Acompanhe mudanças nas alíquotas pelas fontes oficiais
Conclusão: O IOF pode parecer pequeno, mas somado, pesa!
Muita gente ignora o impacto do imposto sobre operações financeiras por parecer uma taxa "invisível". Mas ao longo do tempo, ele pode representar centenas ou até milhares de reais saindo do seu bolso.
Saber identificar onde e quanto está pagando de IOF é o primeiro passo para uma vida financeira mais consciente e estratégica.
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FAQ - Perguntas Frequentes sobre o IOF
1. O que significa IOF?
É a sigla para Imposto sobre Operações Financeiras, cobrado em transações como crédito, câmbio e seguros.
2. O IOF é o mesmo em todas as operações?
Não. Ele varia conforme o tipo de operação e pode ter parte fixa e parte diária.
3. IOF é dedutível no Imposto de Renda?
Geralmente, não. O IOF não é dedutível do IR, salvo em raras exceções.
4. Posso evitar pagar IOF?
Em alguns casos, sim, como ao optar por investimentos com mais de 30 dias, que ficam isentos do imposto.
5. O IOF incide sobre Pix?
Não. Transações via Pix entre pessoas físicas não têm IOF, mas podem ser cobradas em outros contextos empresariais.
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